Evoluir é conviver

(Texto de Selma R. M. Picolo)

 

Há muito tempo, o ser humano, um ser pensante, percebeu

que algumas espécies são muito semelhantes

mas, que apesar disso, apresentam, entre si,

diferenças fundamentais.

A tendência humana é reunir essas espécies em grupos,

nomeá-las e estudá-las para entender sua natureza,

seus comportamentos e conhecer sentimentos e reações.

E para que isso?

Para ter condições de lidar com elas.

 

E como lidar com isso?

  

A sociedade de uma forma geral

costuma discriminar os diferentes.

O que não se aceita tende-se a isolar ou ignorar.

Uma mais branda, mais reflexiva

outra mais contundente, mais incitante

mas, ambas, afastamento ou ignorância

são formas diferentes de uma mesma discriminação.

 

É tarefa árdua lidar com os diferentes.  

 

Nestes tempos onde os discursos apaixonados

promovem a pacificação, a reintegração e a união

onde o que se procura é a não discriminação

o que mais vemos é o separatismo, o isolamento.

Grupo de risco, de deficientes, de torcedores

de fanáticos, de mauricinhos, de carecas

da terceira idade, de espíritas, de evangélicos...

Não importa.

Cada um de nós tende a se encaixar num grupo

e sair à procura de seus pares.

Mas... radicalismos são infrutíferos. 

 

Não se isole ou isole os que não lhe forem iguais.

  

Sempre existirá aqueles que não se identificam

com nenhum grupo ou espécie.

Estes, não são apenas diferentes - são únicos!

Não se encaixam aos padrões do meio em que circulam

e se sentem segregados reagindo, defendendo-se, atacando.

  

O que fazer nessas horas?

  

A sociedade é o grande grupo e todos somos parte dela.

Somos apenas semelhantes, mas semelhantes em quê?

Na aparência?  No sentimento? No pensamento?

Cada um de nós será sempre diferente do outro

é preciso que compreendamos o diferente

que aprendamos a conviver nessa realidade

Diferente é diferente

  

Afinal... A beleza e magia da vida residem em toda essa diversidade!

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