Há muito tempo, o ser humano, um ser pensante, percebeu
que algumas espécies são muito semelhantes
mas, que apesar disso, apresentam, entre si,
diferenças fundamentais.
A tendência humana é reunir essas espécies em grupos,
nomeá-las e estudá-las para entender sua natureza,
seus comportamentos e conhecer sentimentos e reações.
E para que isso?
Para ter condições de lidar com elas.
E como lidar com isso?
A sociedade de uma forma geral
costuma discriminar os diferentes.
O que não se aceita tende-se a isolar ou ignorar.
Uma mais branda, mais reflexiva
outra mais contundente, mais incitante
mas, ambas, afastamento ou ignorância
são formas diferentes de uma mesma discriminação.
É tarefa árdua lidar com os diferentes.
Nestes tempos onde os discursos apaixonados
promovem a pacificação, a reintegração e a união
onde o que se procura é a não discriminação
o que mais vemos é o separatismo, o isolamento.
Grupo de risco, de deficientes, de torcedores
de fanáticos, de mauricinhos, de carecas
da terceira idade, de espíritas, de evangélicos...
Não importa.
Cada um de nós tende a se encaixar num grupo
e sair à procura de seus pares.
Mas... radicalismos são infrutíferos.
Não se isole ou isole os que não lhe forem iguais.
Sempre existirá aqueles que não se identificam
com nenhum grupo ou espécie.
Estes, não são apenas diferentes - são únicos!
Não se encaixam aos padrões do meio em que circulam
e se sentem segregados reagindo, defendendo-se, atacando.
O que fazer nessas horas?
A sociedade é o grande grupo e todos somos parte dela.
Somos apenas semelhantes, mas semelhantes em quê?
Na aparência? No sentimento? No pensamento?
Cada um de nós será sempre diferente do outro
é preciso que compreendamos o diferente
que aprendamos a conviver nessa realidade
Diferente é diferente
Afinal... A beleza e magia da vida residem em toda essa diversidade!