Que saudade
do cheiro do café fresquinho
que eu tomava quentinho
pela manhã todo dia
Que saudade
do beijo doce, carinhoso
e daquele abraço gostoso
que eu sempre recebia.
Que saudade
do sorriso complacente,
verdadeiro, sempre presente
que me completava a alegria.
Que saudade
da sonora gargalhada,
tão solta e demorada
que a todos contagia
Que saudade
da palavra de incentivo,
do conselho, do olhar amigo
que conforta e alivia
Que saudade
até de nossas desavenças
nos pensamentos e crenças
onde a gente divergia.
Que saudade,
tão apertada e do¡da
da mãe que me trouxe à vida
e tanto bem me fazia!
Texto de Selma R. M. Picolo