A criação da noite, A origem das estrelas, Como nasceram as cataratas, A cidade encantada, O auxílio de São Sebastião, A Virgem Aparecida.
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Negrinho do pastoreio, Lobisomem, Iara, Curupira, Barba Ruiva, Caipora, Saci ou Saci-pererê, Mula-sem-cabeça, Boitatá, Boto, Cuca, Matintapereira.
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BRINQUEDOS&BRINCADEIRAS | Amarelinha, Bola, Cama-de-gato, Cata-Vento, Diabolô, Peteca, Perna-de-pau, Pião, Pipa, papagaio, pandorga ou quadrado, Jogo das pedrinhas, cinco marias ou chincha.
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Desafio, Cantiga de Roda.
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Agogô, Berimbau ou Arco, Caixa, Candongueiro, Chocalho, Cuíca ou Puita, Maracá, Marimbas, Matraca, Pandeiro, Rabeca, Reco-Reco, Surdo, Tarol, Tamborim, Viola.
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Auto de Natal, Bom Jesus dos Navegantes, Cavalhada, Círio de Nazaré, Corpus Christi, Drama da Paixão, Festa da Penha, Festa de Iemanjá, Festa de Nossa Senhora de Aquiropita, Festa de Reis ou Folia de Reis, Festa de Sangenaro, Festa de São Benedito, Festa do Bonfim, Festa do Divino, Festas juninas, Páscoa, Procissão Marítima, Rodeios e Vaquejadas, Festa do Peão de Boiadeiro, Romarias - Ex-voto e Promessa, Semana da Inconfidência, CARNAVAL – Frevo - Afoxés - Trios elétricos - ESCOLAS DE SAMBA.
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AMULETOS | Ferradura, Figa, Trevo de quatro folhas.
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FRASES & PROVÉRBIOS
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Folclore - É a cultura popular formada normalmente pela tradição.
Qualquer objeto que projete interesse humano, além de sua finalidade imediata, material e lógica, é folclórico. Compreende técnicas e processos de interesse particular ou geral, que vão além do objetivo racional atingindo e valorizando o emocional.
O folclore depende e mantém os padrões do entendimento e da ação, mas além de conservá-los também os remodela, refaz ou abandona elementos que perderam motivos e finalidades, até então, indispensáveis. É constantemente transformado, pois a mentalidade do ser humano é formadora e não estática tornando tradicionais dados recentes e os integra no novo fato coletivo.
O conteúdo do folclore ultrapassa o enunciado de 22 agosto de 1846 quando William John Thoms (1803-1885) criou o vocábulo – Folclore (do inglês FOLK-LORE, que significa cultura do povo).
O homem é fonte de criação popular para a vida em sociedade e o folclore estuda essas soluções. Não apenas contos e cantos, mas a maquinaria faz nascer hábitos, costumes, gestos, superstições, alimentação, indumentária, sátiras, lirismos, assimiladas nos grupos sociais participantes.
Em família, somos em grande parte, o que aprendemos com nossos ancestrais. A educação, o respeito ao próximo e o caráter herdamos dos nossos antepassados. Um país é uma grande família. Tem seus costumes próprios, sua formação popular que sobrepuja qualquer reação isolada. Ignorar o folclore do próprio país equivale a desconhecer a própria herança familiar.
O povo brasileiro é produto, em princípio de três raças: branca, negra e indígena. Os costumes desses povos eram diversos e de sua mescla, de sua fusão resultou nossa cultura. E, a cultura popular brasileira é uma das mais belas do mundo. Pena que, como país subdesenvolvido que éramos, estávamos sujeitos a influências dos países mais desenvolvidos. Aceitar nosso folclore passou a ser até mesmo motivo de mau gosto.
O Brasil descobre a si próprio e, a cada dia, nos empenhamos mais em ocupar o merecido lugar entre as principais nações do mundo.
Aos jovens cabe descobrir o folclore. A eles cabe sentir orgulho em cantar nossas músicas, dançar nossas danças, em soerguer nosso artesanato.
O folclore brasileiro é a base de nossas tradições. Devemos ter orgulho de que somos resultado de povos sensíveis e criativos.
Os folcloristas se preocupam em estabelecer as funções desempenhadas por contos populares, adivinhas, quebra-línguas etc., portanto além da óbvia função de divertimento, outras mais são analisadas como instrução e educação, com relevo para os provérbios - resumo da sabedoria das gerações passadas; o controle social mantendo a conformidade dos valores culturais e padrões aceitos de comportamento; a autoridade social validando instituições sociais e religiões rituais; a função sociopsicológica pela qual a cultura popular fornece uma liberação psicológica das restrições impostas ao indivíduo pela sociedade; a função de continuidade cultural, que, englobando as anteriores no seu conjunto, mantém a estabilidade e a continuidade da cultura; a função política que usa o fundo folclórico para a propaganda política ou para favorecer determinadas mudanças sociais.
Segundo o dicionário: “É o sentimento que se funda no medo ou na ignorância e que leva ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de ações sobrenaturais e à confiança em coisas ineficazes. – É o fanatismo, a crendice, o preconceito, a mandinga, a simpatia”.
Quando as tentativas de explicações para as coisas obscuras soam falsas surgem explicações populares baseadas nessa ignorância e no medo do desconhecido.
Prodígios presságios, oráculos, julgamentos obscurecem os poucos fatos naturais relacionados com eles. Mas assim como os primeiros vão escasseando nas páginas dos livros, à medida, que nos aproximamos das épocas esclarecidas, logo aprendemos que nada há de misterioso ou de sobrenatural no caso, recorre da propensão natural da humanidade para o maravilhoso; e que embora esta inclinação possa receber vez por outra um exame do senso e do saber, ela jamais poderá ser totalmente extirpada da natureza humana.
A astronomia - uma das ciências mais antigas - estuda o Sol, a Lua, os planetas, as estrelas e inclui ainda os conhecimentos relativos à própria Terra, explica como o Sol nasce e se põe, dando origem à seqüência dos dias e das noites. Por intermédio da astronomia é possível saber como as estrelas e os planetas se movem, bem como tomar conhecimento das grandes distâncias no espaço. Mesmo antes de existirem os astrônomos, os cientistas que estudam os corpos celestes, as tribos mais primitivas sabiam alguma coisa sobre o céu. Sabiam que o Sol lhes dava a luz e o calor. Sabiam como medir o tempo pela posição do Sol e pela forma da Lua e os primeiros agricultores ficavam atentos à mudança das estações para saber quando semear as diferentes plantas, mas quando os primeiros astrônomos tentaram explicar o que viam no céu, suas explicações soavam quase sempre falsas daí o surgimento de explicações populares para as coisas incompreensíveis – as Lendas.
LENDA - A CRiAÇÃO DA NOITE
No princípio Não havia noite. Só existia o dia. A noite estava guardada. Aconteceu, porém, que a filha da Cobra Grande se casou e disse ao marido:
- Meu marido, estou com muita vontade de ver a noite.
- Minha mulher, há somente o dia - respondeu ele.
- A noite existe sim! Meu pai guarda-a no fundo do rio. Mande seus criados buscá-la.
Os criados embarcaram numa canoa e partiram em busca da noite. Chegando à casa da Cobra Grande, transmitiram-lhe o pedido da filha. Receberam então um coco de tucumã com o seguinte aviso:
- Muito cuidado com este coco. Se ele se abrir, tudo ficará escuro e todas as coisas se perderão.
No meio do caminho, os criados ouviram, dentro do coco um barulho assim: xé xé xé...tém tém tém... Era o ruído dos sapos e grilos, que cantam de noite. Mas os criados Não sabiam disso e, cheios de curiosidade abriram o coco de tucumã. Nesse momento tudo escureceu.
A moça, em sua casa, disse ao marido:
- Seus criados soltaram a noite. Agora Não teremos mais dia, e todas as coisas se perderão.
Então, todas as coisas que estavam na floresta se transformaram em animais e pássaros. E as coisas que estavam espalhadas pelo rio transformaram-se em peixes e patos.
O marido da filha da Cobra Grande ficou espantado e perguntou à esposa:
- Que faremos? Precisamos salvar o dia!
A moça arrancou, então, um fio de seus cabelos, dizendo:
- Não tenha receio. Com esse fio vou separar o dia e a noite. Feche os olhos... Pronto!... Agora pode abrir os olhos. Repare, a madrugada já vem chegando. Os pássaros cantam, alegres anunciando o Sol.
Mas, quando os criados voltaram, a filha da Cobra Grande ficou furiosa e os transformou em macacos, como castigo pela sua infidelidade.
Assim nasceu a noite!
Lenda - A origem das estrelas
Os índios bororós de Mato Grosso explicam a origem das estrelas da seguinte maneira: Há muito tempo, as mulheres de uma tribo saíram à procura de milho e levaram, em sua companhia, um menino. Acharam grande quantidade de espigas maduras. Debulharam, então, as espigas e socaram o milho, com o fim de fazer pão e bolo para os homens que tinham ido à caça.
O menino conseguiu subtrair uma porção de milho em grão e, para esconder o furto, encheu umas taquaras que havia preparado para isso.
Voltando à sua cabana, entregou o milho à avó, dizendo:
- Nossas mães estão, na mata, fazendo pão de milho. Faz um para mim, pois desejo comê-lo com meus amigos.
A avó satisfez o neto. Quando o pão ficou pronto, ele e seus amigos o comeram. Depois, para não serem denunciados, amarraram os braços e prenderam a língua da velha. Em seguida, cortaram a língua do papagaio da casa e puseram em liberdade todos os pássaros criados na aldeia.
Temendo a ira de seus pais, os meninos resolveram fugir para o céu. Dirigiram-se para a floresta e chamaram o colibri. Colocaram no bico do passarinho uma corda muito comprida, dizendo-lhe:
- Pega esta corda e amarra a ponta neste cipó. A outra extremidade prenderás lá em cima, no céu.
O colibri fez o que lhe foi pedido. Então, os meninos, um após outro, foram subindo, primeiro pelo cipó e, depois, pela corda que o pássaro tinha amarrado na ponta do cipó.
Nesse momento, as mães voltaram e, não achando os filhos, perguntaram pelos mesmos à velha e ao papagaio. Não obtiveram, porém, nenhuma resposta. Nisto, uma das mães viu uma corda que chegava até às nuvens, e nela pendurada uma longa fila de meninos, que subia para o céu.
Ela avisou logo às outras mulheres, e todas correram para a mata. Imploraram, chorando, aos filhos para que voltassem para casa, mas não foram atendidas. Os meninos continuaram a subir.
Então, as mulheres, vendo que seus rogos eram inúteis, começaram também a subir pelo cipó e, em seguida, pela corda.
Quando o menino que tinha roubado o milho, o último da fila e, portanto, o último a chegar ao céu, viu todas as mães agarradas à corda, a cortou imediatamente. As mulheres caíram umas sobre as outras e, ao atingirem a terra, transformaram-se em animais selvagens.
Como castigo pela sua monstruosa malvadeza, os meninos foram condenados a olhar, todas as noites, fixamente, para a terra, para ver o que aconteceu a suas mães. Seus olhos são as estrelas.
Lenda - Como nasceram as cataratas
Uma das maravilhas do Brasil são as cataratas de Santa Maria, no Estado do Paraná. Formadas pelo rio Iguaçu, essas gigantescas cachoeiras são constituídas de 276 saltos, situados três léguas acima da foz do rio. Comprimidas pelas rochas, as águas do Iguaçu, numa extensão de cinco quilômetros, despenham-se, furiosamente, de uma altura de oitenta metros! É um espetáculo formidável!
A beleza grandiosa dos saltos de Santa Maria fez nascer uma das mais formosas lendas brasileiras. Ela explica a origem dessas cataratas. É a seguinte:
Os índios Caingangues, que habitavam as margens do rio Iguaçu, acreditavam que o mundo era governado por Mboi, um deus que tinha a forma de uma serpente gigantesca e era filho de Tupã, o rei dos deuses indígenas.
O morubixaba dessa tribo chamado Igobi tinha uma filha, Naipi, tão bonita e graciosa que as águas do grande rio paravam quando a jovem nelas se mirava. Devido à sua beleza, Naipi ia ser consagrada ao deus Mboi, passando, então, a viver somente para o seu culto. Havia, porém, entre os Caingangues, um jovem guerreiro, belo como o sol, chamado Tarobá, que, ao ver Naipi, por ela se apaixonou.
No dia que foi anunciada a festa da consagração da bela índia ao deus-serpente, enquanto o morubixaba e o pajé da tribo embriagavam-se com cauim e os guerreiros dançavam alegremente, Tarobá fugiu com Naipi, numa canoa, que seguiu, rio abaixo, arrastada pela correnteza.
QuandoMboi soube da fuga dos dois jovens, ficou furioso. Penetrou, então, nas entranhas da terra e, torcendo seu corpo gigantesco, produziu, na rocha, uma enorme fenda, que deu origem a uma catarata. Envolvida pelas águas dessa imensa cachoeira, a canoa dos índios fugitivos caiu de grande altura, desaparecendo para sempre!
Diz a lenda que Naipi foi transformada numa das rochas centrais da catarata, perpetuamente fustigada pelas águas revoltas. E Tarobá foi convertido numa árvore situada à beira do abismo e inclinada sobre a garganta do rio.
Debaixo dessa árvore, acha-se a entrada da gruta, onde o monstro vingativo e cruel vigia, eternamente, as duas vítimas.
Lenda - A cidade encantada
Alguns moradores de Jericoacara dizem que existe, sob o farol, uma cidade encantada, onde habita uma princesa. A entrada dessa cidade é uma furna que há perto da praia, na qual só se pode entrar quando a maré está baixa. Mas não é possível percorrer essa caverna, porque, dizem, é fechada com um enorme portão de ferro.
A princesa está encantada no meio da cidade, que fica além do portão. A moça é belíssima, mas está transformada numa serpente de escamas de ouro, tendo apenas a cabeça e os pés de mulher. Segundo a lenda, a princesa só pode ser desencantada se for derramado sobre seu corpo um vaso cheio de sangue humano. No dia em que alguém quiser sacrificar-se e oferecer seu sangue, abrir-se-á a entrada da Cidade maravilhosa.
Com o sangue será feita uma cruz sobre o corpo da serpente. Então, surgirá a princesa com sua beleza fascinante, no meio de tesouros e maravilhas indescritíveis. Ao mesmo tempo, erguer-se-ão da terra os castelos e palácios mais lindos do mundo!
Em Jericoacara, um velho feiticeiro chamado Queirós, um dia, resolveu desencantar a cidade misteriosa. Reuniu uma porção de gente e penetrou na caverna.
Quando chegaram ao portão, que dizem ter visto, apareceu a princesa, ansiosa por ser desencantada. Contam que, nesse momento, ouviram cantos de galos, trinados de pássaros, balidos de carneiros e gemidos humanos que vinham da cidade sepultada. Um frio de pavor fez estremecer todas as pessoas que haviam penetrado na gruta.
O feiticeiro, porém, nada pôde fazer, pois ninguém quis sacrificar-se em benefício da cidade encantada. É claro que todos queriam viver para se casar com a linda princesa...
O velho Queirós foi a única vítima dessa aventura. Foi parar na cadeia. E a princesa continua à espera do herói que ofereça o seu sangue para desencantá-la.
Lenda – O auxílio de São Sebastião
A luta entre portugueses e franceses pela conquista da baía de Guanabara fez surgir uma das lendas mais bonitas da história do Rio de Janeiro - a de São Sebastião, padroeiro da cidade.
O fato ocorreu em outubro de 1556. Francisco Velho, mordomo da cidade, saíra com alguns companheiros, numa canoa, em busca de madeira para a construção da capela de São Sebastião. Os franceses e tamoios, embarcados em 180 canoas, estavam escondidos na baía, prontos para atacar os portugueses. Ao verem a canoa de Francisco Velho, resolveram armar-lhe uma cilada. Para isso, enviaram algumas canoas, com índios, para atrair o mordomo.
Francisco Velho, ao ver os tamoios, saiu em sua perseguição. Estácio de Sá, que observara, da terra, a investida do inimigo, partiu, com algumas canoas, em auxílio do mordomo. Fugiram, então, os índios, seguidos pelos portugueses.
De repente, surgiram as cento e oitenta embarcações inimigas, cujos guerreiros começaram a atacar os portugueses com um turbilhão de flechas e tiros de arcabuz. A desvantagem era enorme: para uma canoa portuguesa, trinta dos inimigos. Os franceses e tamoios já se julgavam vencedores. Mas os portugueses combatiam furiosamente, estimulados por Francisco Velho, que gritava: Vitória por São Sebastião!
Súbito, incendiou-se a pólvora de uma das canoas dos tamoios e houve explosão. Nesse momento, a mulher de um chefe indígena agitou os braços, soltando gritos de pavor. Houve então um grande tumulto entre os índios que, não se sabe por que, fugiram aterrorizados.
Os portugueses, que esperavam ser vencidos pela maioria esmagadora do inimigo, ficaram surpresos com o acontecimento. Correu logo a notícia de que tinha havido um milagre. E isso foi confirmado pelos indígenas, que declararam ter visto, durante o combate, um jovem e belo guerreiro, com uma armadura refulgente, saltando de canoa em canoa para atacar os tamoios, sem ser atingido por suas flechas. Logo que voltaram à terra, Francisco Velho, Estácio de Sá e seus companheiros correram à capela rústica, que estavam construindo, para render graças ao santo padroeiro. Diante da ajuda milagrosa do soldado, que os portugueses não tinham visto, tornou-se crença geral que São Sebastião descera do céu para auxiliar os católicos a defender sua cidade.
Lenda – A Virgem Aparecida
Corria o ano de 1717. O Conde de Assumar, Governador de São Paulo e Minas Gerais, era esperado em Guaratinguetá. Os pescadores da vila foram avisados de que deveriam trazer o melhor peixe para a refeição do Governador e sua comitiva.
Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, moradores nas margens do rio Paraíba, cumpriram a ordem das autoridades, partindo de manhã cedo. Logo que chegaram ao meio do rio, lançaram, nas águas, a rede escura da tarrafa.
Repetiram os lanços muitas vezes. E nada de peixe. Os pescadores já estavam desanimados, quando sentiram que a rede tinha envolvido alguma coisa. Retirando-a do rio, os pescadores viram, enrolada no tecido da rede, uma imagem feminina de barro cozido.
Os homens tinham pescado o corpo de uma santa. Faltava-lhe, porém, a cabeça. Pouco adiante, outro lanço da rede trouxe à tona a cabeça da santa. Era uma imagem de Nossa Senhora, de invocação desconhecida, e obra de um santeiro anônimo.
Depois do precioso achado, o peixe abundou na rede dos pescadores. Cada lanço trazia para a canoa uma torrente de peixes, grandes e prateados. Antes do cair da tarde, foi preciso terminar a pescaria, porque a pequena embarcação mal se podia suster à flor das águas.
Os pescadores voltaram cantando de alegria. Filipe Pedroso ficou com a imagem. Chamaram-na Virgem Aparecida, porque "apareceu" para a devoção do povo.
Filipe Pedroso a conservou em sua casa, em Lourenço Sá, durante seis anos. Depois, foi morar em Ponte Alta e aí venerou a imagem durante outros nove anos.
Finalmente, fixou-se em Itaguaçu, lugar do achado, e aí a deu ao seu filho Atanásio Pedroso.
A Virgem Aparecida presidia às orações domésticas na humilde vivenda do filho do pescador. Uma noite, uma lufada de vento apagou as duas velas que iluminavam a imagem. Silvana da Rocha levantou-se para reacendê-las. Subitamente, as velas resplandeceram sozinhas.
A fama da imagem milagrosa se espalhou. O lugar em que ela se achava passou a chamar-se Aparecida. O vigário de Guaratinguetá, padre José Alves de Vilela, fez construir a primeira capelinha da Virgem Aparecida em 1743.
Milagres sucessivos levaram o nome da santa imagem a todos os recantos do Brasil. A antiga capela foi substituída por uma linda igreja, transformada, depois, em basílica. E, sob a invocação de "Nossa Senhora da Conceição Aparecida", a imagem achada nas águas do rio Paraíba foi declarada pelo Papa Pio XI, em 1930, a "Padroeira de todo o Brasil".
Personagens do Folclore Brasileiro
O Folclore brasileiro é também bastante rico em personagens eis a seguir apenas os mais populares.
Lenda – O Negrinho do pastoreio
Personagem mítico do folclore da região dos Pampas - Estado do Rio Grande do Sul, mas que se propagado a vários Estados do sul. Segundo a tradição, o negrinho do pastoreio era um pequeno escravo, maltratado e sacrificado pelo senhor, estancieiro avarento e cruel. Crêem os gaúchos que o Negrinho do Pastoreio faz aparecer coisas perdidas, mas, para que isso se efetive, é necessário acender nas campinas, cotos de velas. Além de bastante difundida no Brasil essa lenda abrange também a área do Pampa uruguaio e argentino.
Conta a lenda que uma vez, um estancieiro muito rico, mas egoísta e mau, que não dava esmola aos pobres, nem ajudava ninguém. Tinha um filho sardento, feio e perverso, e um escravo, ainda menino, preto como o carvão, bonitinho e bondoso, a quem todos chamavam de Negrinho.
O escravo não tinha nome nem padrinho; por isso, se dizia afilhado de Nossa Senhora, que é a madrinha dos que não tem. Mal raiava o dia, o Negrinho montava um cavalo baio e saía para pastorear o rebanho do seu senhor. Trabalhava o dia todo, e quando voltava, à noite, para casa, ainda tinha de sofrer as maldades do filho do estancieiro.
Certo dia, um vizinho disse que o seu cavalo era mais veloz do que o baio do estancieiro e desafiou este para uma corrida. Apostaram uma grande quantia de
Apostaram uma grande quantia de dinheiro. O estancieiro mandou que o Negrinho montasse o seu cavalo. Mas, quase no fim da corrida, quando já estava na frente, o baio se espantou e outro cavalo o venceu.
O estancieiro ficou indignado por ter perdido a aposta e pôs toda a culpa no Negrinho. Chegando em casa, deu no escravo uma surra de chicote até ver o sangue escorrer. E no dia seguinte, pela madrugada, ordenou que ele fosse e pastorear trinta cavalos, durante trinta dias, num lugar muito distante e deserto. Lá chegando, cheio de dores pelo corpo, o escravo começou a chorar, enquanto os cavalos pastavam. Veio a noite escura, apareceram as corujas, e o Negrinho ficou tremendo de pavor. Mas, de repente, pensou na sua madrinha, Nossa Senhora, e então sossegou e dormiu.
Durante a noite, os cavalos se assustaram e fugiram, espalhando-se pelo campo. O Negrinho acordou com o barulho, mas nada pôde fazer, porque a cerração era muito forte. Apareceu, nessa ocasião, o filho do estancieiro que, maldosamente, foi contar ao pai que o Negrinho tinha deixado, de propósito, os cavalos fugirem.
O estancieiro mandou surrar novamente o escravo. E, quando já era noite fechada, ordenou-lhe que fosse procurar os cavalos perdidos. Gemendo e chorando, o Negrinho pensou na sua madrinha, Nossa Senhora, e foi ao oratório da casa, apanhou um coto de vela que estava aceso diante dá imagem e saiu pelo campo.
Por onde o Negrinho passava, a vela ia pingando cera no chão de cada pingo nascia uma nova luz. Em breve, havia tantas luzes que o campo ficou claro como o dia. Os galos começaram a cantar e, então, os cavalos foram aparecendo, um por um... O Negrinho montou no baio e tocou os cavalos até o lugar que o senhor lhe marcara. Gemendo de dores, o Negrinho deitou-se. Neste momento, todas as luzes se apagaram. Morto de cansaço, ele dormiu e sonhou com a Virgem, sua madrinha. Mas, pela madrugada, o filho perverso do estancieiro apareceu, enxotou os cavalos e foi dizer ao pai que o Negrinho tinha feito isso para se vingar.
O estancieiro ficou mais furioso ainda, e mandou surrar o Negrinho novamente. O pequeno escravo não suportando tanta crueldade chamou por Nossa Senhora, soltou um suspiro e pareceu morrer.
Como já era noite e para não gastar enxada fazendo cova, o estancieiro mandou jogar o corpo do menino em um grande formigueiro para que as formigas lhe devorassem a carne e os ossos.
No dia seguinte, o homem voltou ao local para ver o que restava do corpo. Qual não foi seu espanto quando viu, de pé, sobre o formigueiro, vivo e risonho, o Negrinho, tendo ao lado, cheia de luz, Nossa Senhora, sua madrinha! Perto, estava o cavalo baio e o rebanho com os trinta animais. O Negrinho pulou sobre o baio, beijou a mão de Nossa Senhora e tocou o rebanho, a galope.
Correu pela vizinhança a triste notícia da horrível morte do escravo, devorado num formigueiro. E, pouco depois, as pessoas começavam a comentar o novo milagre. Muita gente já vira à noite um rebanho tocado por um negrinho montado num cavalo baio.
E daí por diante, quando alguém perdia alguma coisa, rezava para o Negrinho e ele sai à procura. Mas só entregava o objeto a quem acendesse uma vela cuja luz ele levava ao altar de sua madrinha, Nossa senhora. Até hoje, dizem que quando perdemos alguma coisa devemos pedir ajuda ao Negrinho do Pastoreio e que ele aparece em cima de um cavalo para ajudar.
Lenda – O Lobisomem
O Lobisomem é uma figura fantástica, um misto de lobo com homem. É uma das crendices mais populares no Brasil.
A lenda do Lobisomem é universalmente difundida de longa data entre os povos e indo-europeus. Nos sertões brasileiros, a lenda se apresenta como uma modalidade da tradição portuguesa, para a qual, o fato de alguém se transformar em lobisomem é uma obra de destino cruel.
Alguns acreditam que seja um indivíduo amaldiçoado pelos pais ou pelos padrinhos. Outros acham que é o sétimo filho de um casal.
Geralmente, é um homem magro e muito pálido que não tendo sangue está condenado a morrer se não encontrar um jeito de ficar corado. Vai então sexta-feira à meia – noite a uma encruzilhada, onde tira a roupa e a vira pelo avesso, depois dá sete nós em qualquer parte da roupa, deita-se no chão e roda da esquerda para a direita como um animal. Vira então bicho.
Seu corpo fica coberto de pelos compridos as orelhas crescem, a cara toma a forma de um morcego, as unhas aumentam e viram garras. Corre com os joelhos e cotovelos, os quais, pela manhã estão ensangüentados. Logo que se transforma em bicho, sai à procura de sangue para beber. Cachorro novo, leitãozinho e criança de peito são os preferidos pela pureza do sangue, mas na falta destes, o homem também serve. Por isso, pessoas adultas são atacadas pelo monstro.
Para desencantar o lobisomem, basta qualquer ferimento onde escorra sangue. E ele volta à forma humana e nunca mais vira bicho, enquanto o desencantador viver.
Se desfizermos os sete nós de sua roupa, o lobisomem ficará apara sempre correndo sem parar.
Conta uma história criada pelo povo do sertão que certa vez um sertanejo vinha voltando para casa numa noite de sexta-feira quando foi atacado por um monstro horroroso. Era um bicho preto, do tamanho de um bezerro, com orelha enormes, cheio de pelos, como os olhos de brasa. A luta foi terrível.
O sertanejo que era forte e valente sacou a faca e enfrentou o bicho. Lutou muito até que conseguiu atingir um golpe na fera causando um grande sangramento. O Lobisomem soltou um urro de dor deu um salto e desapareceu no mato.
O sertanejo voltou para casa e apavorado com os acontecimentos e não conseguiu dormir.
Na manhã seguinte, não conseguindo encontrar um seu colega de trabalho saiu à sua procura e foi informado que ele não comparecera ao trabalho porque estava muito doente. O sertanejo foi visitá-lo e o encontrou gemendo e com o pescoço todo ferido.
Lenda - A sedução da Iara
Os índios e os sertanejos acreditam na existência da Iara ou Mãe-d'água. Dizem que é uma mulher muito linda, de pele alva, olhos verdes e cabelos cor de ouro, que vive nos lagos, nos rios e nos igarapés. Ninguém resiste ao encanto da Iara. Quem a vê fica logo atraído pela sua beleza e pelo seu canto mavioso. E acaba sendo arrastado por ela para o fundo das águas. Por isso, os índios, ao cair da tarde, afastam-se dos lagos e dos rios. Eles têm medo de encontrar a Iara e de ficarem dominados pelo seu encanto.
A lenda da Iara às vezes é confundida com a da sereia que é uma ninfa, que, pela mágica suavidade de seu canto, atraia os navegadores para os escolhos. Dizia a lenda que a sereia habitava os rochedos do Litoral da Itália. Com o correr do tempo, o mito sofreu transformações inevitáveis. Inicialmente tinha origem Mediterrânea; porém, com a transplantação da civilização Mediterrânea para o Atlântico, a lenda não poderia sobreviver em forma primitiva, passando as sereias - antes representadas por uma figura metade mulher e metade pássaro - a ser simbolizadas pela forma com que hoje são conhecidas – metade mulher e metade peixe.
Conta-se que vivia há muitos anos, nas margens do rio Amazonas, um filho do tuxaua dos Manaus, chamado Jaraguari. Era um moço belo como o sol e forte como o jaguar. Os outros índios invejavam sua coragem, sua força e sua destreza. As mulheres admiravam sua formosura, sua graça e sua valentia. E os velhos amavam Jaraguari, porque ele os tratava com respeito e carinho.
Jaraguari era alegre e feliz como um pássaro. Mas, E desde um dia, começou a mostrar-se reservado e pensativo. Todas as tardes subia com sua canoa para a ponta do Tarumã, onde permanecia silencioso e solitário até a meia-noite.
Sua mãe, impressionada com a mudança do filho, perguntou-lhe:
- Que pescaria é esta, meu filho, que se prolonga até alta noite? Não tens medo das artes traiçoeiras de Anhangá? Por que vives agora tão triste? Onde está a alegria que animava a tua vida?
Jaraguari ficou silencioso. Depois, respondeu com os olhos muito abertos, como se estivesse vendo uma cena maravilhosa:
- Mãe, eu a vi!... Eu a vi, mãe, nadando entre as flores do igarapé. É linda como a lua nas noites mais claras. Eu a vi, mãe! Seus cabelos têm a cor do ouro e o brilho do sol. Seus olhos são duas pedras verdes. Seu canto é mais belo do que o do irapuru. Eu a vi, mãe...
Ao ouvir as palavras do filho, a velha atirou-se ao chão, gritando, entre lágrimas:
- Foge dessa mulher, meu filho! É a Iara! Ela vai te matar! Foge, meu filho!
O rapaz nada disse e saiu da maloca. No dia seguinte, ao cair da tarde, sua igara deslizava, mansamente, pelo rio, na direção da ponta de Tarumã. Mas, de repente, os índios que pescavam à beira do rio gritaram:
- Corre, gente! Corre, vem ver! Ao longe, via-se a canoa de Jaraguari. E, abraçada ao jovem guerreiro, surgiu uma linda mulher de corpo alvo e de cabelos compridos, cor de ouro. Era a Iara! E, desde então, nunca mais Jaraguari voltou à sua maloca.
Lenda - O coração do Curupira
O Curupira é o deus protetor das matas. A floresta e todos os que nela habitam estão sob sua vigilância. Por isso, antes das grandes tempestades, ouve-se bater nos troncos das árvores. É o curupira verificando se elas podem resistir ao furacão, que se avizinha, para, em caso contrário, avisar os moradores da mata do perigo.
Descrevem o Curupira como um menino de cabelos vermelhos, corpo coberto de pêlos e pés voltados para trás.
O caçador deve ter a prudência de matar apenas o indispensável às suas necessidades. Ai de quem mata por gosto, fazendo estragos inúteis; de quem atira em animais que estão para ter crias; de quem despedaça cruelmente os filhotes! Para todos eles o Curupira é um inimigo terrível! Esses caçadores malvados são perseguidos, ludibriados e martirizados pelo pequenino deus.
Quando não morrem, ficam abobalhados para sempre. Nunca mais podem caçar! Os índios contam muitas histórias a respeito do Curupira. Eis uma delas:
Um dia, o curupira encontrou um caçador, que dormia, cansado, sob uma árvore. Acordou-o e pediu um pedaço do seu coração para matar sua fome. O índio, que havia morto um macaco, deu-lhe um pedaço do coração do animal ao invés de lhe dar do seu. O curupira comeu, gostou e pediu o resto. O caçador atendeu ao seu pedido, mas disse:
-Deves, em paga, me dar um pedaço do teu coração.
O Curupira, certo de que o índio lhe havia dado o seu coração, sem nada sofrer, abriu, com uma faca, o próprio peito e caiu logo morto. O caçador, então, fugiu, correndo para sua maloca. Um ano mais tarde, lembrou-se o índio de que o Curupira tinha os dentes verdes. E teve a idéia de fazer com os mesmos um belo colar. Por isso, voltou à mata, procurou e achou o esqueleto do Curupira. E começou a bater o crânio do mesmo de encontro a uma árvore, para ver se os dentes caíam.
Nesse momento, o Curupira ressuscitou. Agradeceu ao caçador de o ter desencantado e, para recompensá-lo, deu-lhe uma flecha mágica, com a qual ele seria o chefe de sua tribo. Mas o índio cometeu o erro de contar o segredo à sua mulher e, por isso, caiu morto no chão.
Lenda - O Barba Ruiva
- Perto da lagoa de Paranaguá, no Estado do Piauí, morava uma pobre viúva, com três filhas. A mais jovem delas teve um filho. Vaidosa e malvada: resolveu abandonar a criança. Colocou o filho dentro de um tacho de cobre e o atirou dentro da lagoa.
O tacho desceu ao fundo da lagoa, mas foi logo trazido à tona pela Mãe-d'água. Ela amaldiçoou a moça que chorava arrependida, e mergulhou furiosa. As águas foram, então, crescendo, crescendo, até que cobriram todo o vale.
Daí por diante, a lagoa ficou encantada, cheia de luzes e vozes. Ninguém podia morar nas suas margens, porque, durante a noite, subia do fundo das águas um choro de criança nova, como se chamasse a mãe para amamentar.
Com o decorrer dos anos, o choro parou. Mas, de vez em quando, aparece um ser humano que, pela manhã, é um menino; ao meio-dia, um rapaz de barbas ruivas e, à noite, um velho de barbas brancas. Muita gente tem visto esse ser fantástico. Ele foge dos homens quando os avista, mas corre atrás das mulheres quando as descobre. Depois, pula, dentro da lagoa e, desaparece.
Por isso, nenhuma mulher lava roupa, sozinha, à beira da lagoa. Tem medo que apareça o Barba Ruiva. Muitos homens de respeito têm encontrado o filho da Mãe-d'água. E, por isso, ficam meio amalucados durante horas e horas. Mas o Barba Ruiva não ofende ninguém. Cumpre a sua sina nas águas da 1agoa, perseguindo as mulheres e fugindo dos homens. Um dia, será quebrado o seu encanto. Bastará que uma mulher atire em sua cabeça algumas gotas de água benta e as contas de um rosário. Barba Ruiva, que é pagão, ficará cristão.
Até hoje, não apareceu essa mulher corajosa. Por isso, o Barba Ruiva continua encantado nas águas claras da lagoa de Paranaguá.
Lenda - O poder da Caipora
Caipora ou Caapora é o gênio protetor dos animais da floresta. Seu poder não se estende todos os animais. Limita-se aos bichos de couro e chifres: porcos, veados, cutias, pacas, tatus, tamanduás... No Norte e no Nordeste o gênio é do sexo feminino e aparece sob a forma de uma índia pequena e forte, doida por fumo e aguardente. Em outras regiões do Brasil, é um caboclo baixo e reforçado, coberto de pêlos, que surge montado num porco do mato ou caititu. No Sul, o caipora é um homem peludo e agigantado.
O Caipora ou Caapora ainda pode tomar outras formas, mas sua missão é, porém, sempre a mesma: proteger a caça da sanha dos caçadores malvados. Quem mata animais com crueldade ou persegue fêmeas com filhotes é logo castigado pela caipora. Nas sextas-feiras, mesmo com luar, é proibida a caça. Nos dias santos e domingos não se pode também caçar.
Quando os homens infringem as leis da Caipora, ela espanta a caça, surra os cachorros, faz um barulho infernal e persegue, furiosamente, os caçadores, que largam as armas e fogem, espavoridos. Mas os que respeitam a Caipora e levam-lhe fumo e aguardente, podem caçar à vontade. Não devem, porém, atirar em animal com filhote, nem em bicho isolado ou no último do bando.
Os caçadores que não entram em combinação com a Caipora nada conseguem, Perdem o seu tempo e o seu chumbo, pois os animais que caem varados pelas balas, mesmo os mortos, se levantam, ressuscitados, ao contacto do focinho do porco, no qual se acha montada a Caipora. Para alguns sertanejos, a Caipora é alma de índio bravo que morreu pagão,
Contam-se muitas histórias a respeito do poder mágico da caipora. Vejamos uma delas, citada por Câmara Cascudo:
"Depois de uma caçada feliz, no município de Augusto Severo, no Rio Grande do Norte, acamparam os caçadores, à noitinha, para arranjar o jantar. Entre outras peças escolhidas, prepararam um tatu, que se come assado no próprio casco. Puseram o tatu, sem intestinos, atravessa o por uma vareta de espingarda, em cima do fogo. E cada um contava e ouvia episódios do dia.
De repente, montando um "queixada", passou, pelo meio dos homens, a Caipora. Na mesma velocidade com que ia, disse, peremptória: Vambóra, Júão (Vamos embora, João). E João, o tatu, meio assado e sem vísceras, acompanhou-a, como um relâmpago.
Lenda - As diabruras do Saci ou Saci-pererê
Os sertanejos estão certos de que o Saci-pererê existe. É um molequinho perneta, preto e lustroso como piche, de olhos vivos cor de sangue, barrigudinho, com um nariz de socó. Tem a mão furada, orelhas de morcego e uma carapuça vermelha na cabeça. Corre como um raio, aparece e desaparece, cresce e diminui. Quando trepa num barranco, deixa três riscos, sinal de que tem três dedos. Quando vê gente, solta um assobio de furar os ouvidos, põe a língua comprida para fora e deita fumaça pelos olhos.
Mal o sol descamba no horizonte, os sapos pulam de seus esconderijos e os bacuraus surgem voando; ouve-se, às vezes, um assobio agudo e estridente. É o saci-pererê. Começam então as suas diabruras. Se houver, nas proximidades, um cavalo -coitado! - é o primeiro a sofrer as maldades do Saci. Com um laço de cipó, ele pega o pobre animal, salta-lhe na garupa e corre para o pescoço. O cavalo, apavorado, dá pinotes, esperneia, dá coices em vão. O capeta do pretinho finca-lhe os dentes na veia do pescoço e chupa-lhe o sangue até enjoar. No dia seguinte, o animal está magro, abatido, exausto, cabeça pendida, como se tivesse corrido dez léguas sem parar.
Os sertanejos procuram evitar que o cavalo seja atacado pelo Saci, colocando-lhe no pescoço um rosário de capim ou um bentinho. É água na fervura. Não podendo maltratar o animal, o Saci procura azucrinar os homens. Se, tarde da noite, encontra algum viajante, ai dele! Solta-lhe logo no ouvido um assobio de ensurdecer e pula na garupa de montaria fazendo tantas diabruras que o homem não resiste e acaba perdendo os sentidos. Pior será se o viajante quiser reagir. O Saci fica furioso e é capa de matá-lo de cócegas ou de pancada. Outras vezes o Saci é camarada e nem bate, mas derruba o chapéu do viajante, espanta-lhe a montaria, desmancha o freio, arrebenta a cilha, faz a sela escorregar e mil outras molecagens.
Quando entra nas casas, os negros são os que mais padecem. O Saci faz-lhe cócegas e puxa-lhes a coberta, quando estão no melhor sonho ou rasga as saias das negras e, quando os deixa em paz, esconde objetos, espalha a farinha, estraga a massa do pão, faz queimar comidas nas panelas, arranca hortaliças no quintal ou espanta as galinhas no terreiro.
Contudo não é difícil apanhar o Saci, basta um rosário de capim bem manejado, um bentinho ou uma peneira emborcada. Mas o recurso mais forte é rezar o Credo. O Saci dá um assobio estridente, solta fumaça vermelha e desaparece, para nunca mais voltar.
Lenda – A Mula-sem-cabeça
Dizem que, há muito tempo, existia um rei cuja esposa tinha o estranho hábito de passear, à noite, pelo cemitério. O rei ficou desconfiado com esse passeio misterioso e resolveu, certa noite, seguir a esposa. Chegando ao cemitério, deparou com uma cena horrorosa. A rainha estava comendo o cadáver de uma criancinha que tinha morrido na véspera. O rei não se conteve e soltou um grito de espanto. Vendo-se descoberta, a rainha deu um grito ainda maior e transformou-se, no mesmo instante, em mula-sem-cabeça. É assim que alguns sertanejos explicam a origem da primeira mula-sem-cabeça, monstro horrível que persegue os viajantes descuidados. Daí por diante, muitas mulheres de má conduta passaram também a se transformar em mulas-sem-cabeça, nas noites de quinta para sexta-feira. E correm, velozes e furiosas, pelas estradas, até o romper da madrugada.
Os cascos afiados da mula-sem-cabeça dão coices como navalhadas. Os homens e os animais quê encontra pela frente são mortos a patadas. De longe, pode-se ouvir o estrondo do seu galope fantástico. Ecoam pelo espaço os seus relinchos furiosos e o ruído de suas dentadas no freio de aço que leva na boca. Mas ninguém conseguiu ainda ver a sua cabeça. Deve ser invisível aos olhos do homem.
Pela madrugada, ao cantar do galo, a mula-sem-cabeça recolhe-se, cansada, cheia de nódoas de pancadas. Volta então à forma humana. Na sexta-feira seguinte, recomeça a sua jornada macabra. Se nessa ocasião, porém um homem consegue feri-la, de modo que seu sangue corra, quebra-se seu encantamento. Mas, para isso, é preciso muita coragem e valentia.
Um sertanejo destemido esbarrou, certa vez, com uma mula-sem-cabeça. Não recuou. Enfrentou o monstro e empenhou-se numa luta furiosa. Conseguiu, afinal, feri-la com um chuço. Quebrou-se o encantamento e reapareceu a figura humana. Era uma linda moça. Pertencia a uma das famílias mais ricas do lugar. Ela ofereceu ao rapaz muito dinheiro para que o caso não fosse contado a ninguém. O sertanejo, que não era tolo, recebeu dinheiro e prometeu ficar calado. Mas mudou-se para muito longe.
Segundo a tradição, assim são castigadas as mulheres que tiveram relações sexuais com padres; de quinta para sexta feira, cavalgam desesperadas a noite inteira, destruindo o que encontram.
Lenda - O Mistério do Boitatá
O mito do Boitatá parece ter-se originado do fogo-fátuo ou santelmo, pequeno penacho luminoso que aparece nos mastros dos navios, devido à eletricidade, ou à noite, sobre os pântanos e nos cemitérios, e que é apenas a emanação de fosfatos de hidrogênio, produto de decomposição de substâncias animais.
O fogo-fátuo é conhecido em todas as culturas, com variações de país para país. Na Alemanha, por exemplo, é conhecido como a luz-louca, uma lamparina que é carregada por anõezinhos minúsculos e invisíveis. Na Inglaterra, ele é conhecido como "Jack e a lanterna". Esse Jack é um fantasma assustador, porém bem intencionado, que serve de guia para os viajantes que estiverem passando por determinados charcos e pântanos.
Já na França, o fogo de santelmo é conhecido como o "Monge dos banhados", que tem a mesma finalidade de guiar os passantes através dos banhados. O mesmo ocorre em outros paises, como Portugal, Espanha, Itália e outros.
No Brasil, o mito do boitatá vem dos índios. Seu nome significa cobra-de-fogo (boi: cobra; tatá: fogo).
Contam que o Boitatá era uma cobra imensa que dormia sossegada na sua cova. Como o lugar em que vivia fosse muito escuro, ela era obrigada a abrir muito os olhos para enxergar na treva. Por isso, suas pupilas cresceram e ficaram enormes.
Um dia começou a chover sem parar, parecia um novo dilúvio. As águas foram subindo e cobriram as planícies. Os animais correram todos para a montanha, onde se reuniram.
A cobra-grande ou boiguaçu foi obrigada a sair de sua cova. Subiu também para a montanha, E começou a devorar todos os animais que encontrava. Mas só comia os olhos dos bichos. Dentro de sua barriga, os olhos dos animais comidos continuaram a brilhar. O corpo da serpente ficou transparente e luminoso. E seus olhos imensos tornaram-se ainda maiores. Pareciam duas fornalhas acesas. E o boiguaçu virou Boitatá!
Dizem que a cobra foi castigada pela sua malvadeza, obrigada a vigiar eternamente os campos, assombrando os viajantes descuidados. Sua missão é proteger as campinas e relvados contra os incêndios e destruições. Quem encontra o boitatá pode ficar louco, cego ou morrer de medo. Para a gente se livrar do monstro, quando ele surge na nossa frente, basta ficar quieto, de olhos fechados e com a respiração presa. Ele acaba indo embora. Atirar em cima do boitatá um objeto de ferro também dá resultado. Mas se o viajante tiver medo e fugir está perdido. O Boitatá persegue-o, enlouquece-o e queima-o com o fogo de seus olhos.
Geralmente, o Boitatá aparece sob essa forma de serpente com os olhos rutilantes, como dois grandes faróis acesos, mas em certas regiões, porém, o monstro toma a forma de um touro gigantesco com um só olho cintilante na testa.
Segundo a tradição, o Boitatá costumava vagar pelos campos e, aparecia com mais freqüência quando o ar estava pesado, quente. O boitatá corria os campos procurando todo aquele que fazia queimadas sem utilidade, apenas por queimar. Quando ele encontrava alguém que estava fazendo isso, imediatamente corria em sua direção e incendiava a pessoa. Isso, segundo a tradição, provava que o Boitatá era o protetor dos campos.
Existem várias histórias contando de que maneira o boitatá protegia seus domínios.
Uma delas diz que um roceiro, certa vez. Resolvera limpar um descampado ao redor de seu casebre porque o mato estava alto demais. Isso impedia que suas galinhas tivessem um pasto maior pra ciscarem. O roceiro, então, preparou uma tocha e, nessa noite, tocou fogo em um touceirão. Nesse touceirão viviam alguns preás e elas foram queimadas pelo fogo. Seus lamentos foram ouvidos no charco próximo e, de lá, veio. Crepitando e rolando uma enorme tora incandescente.
Os sertanejos do Brasil, quando saem à noite de casa, têm receio de encontrar o Boitatá ou Cobra de fogo - o gênio protetor dos campos, e relvados naturais. Talvez seja, um dos primeiros mitos ecológicos do folclore brasileiro.
Boto
Mito amazônico. É o pai das crianças de paternidade ignorada. Descrito como rapaz bonito, bem vestido, boêmio e ótimo dançarino. Nos bailes, encanta as moças e leva-as para igarapés e afluentes do Amazonas e as engravida. Antes da madrugada, mergulha no rio e se transforma em boto. Chamado também de boto tucuxi.
Cuca
Influenciada pela bruxa de origem européia é uma velha feia que ameaça crianças desobedientes em especial as que não querem dormir à noite.
Matintapereira
Segundo a mitologia Tupi, é uma pequena coruja que canta à noite para anunciar a morte próxima de uma pessoa. Descrevem-na também como mulher grávida que deixa o feto na rede de quem lhe nega fumo para o cachimbo
Grande parte do hoje consideramos brinquedos cumpriu em tempos passados uma outra função relacionada a alguma prática adulta.
Os gregos, por exemplo, aproximavam-se dos seus deuses fazendo o uso dos balanços.
A pipa, pandorga, papagaio ou quadro que ainda hoje são empinadas, têm seus primeiros registros na China, há mais de dois mil anos. Algumas traziam flautas de bambu presas à cauda que sob a ação do vento produzia sons que eram considerados o sopro musical dos deuses. Com formas de animais simbolizavam a fertilidade serviam para desejar sorte e felicidade.
O pião foi utilizado na Inglaterra para expulsar os maus espíritos, nos rituais exorcistas da antiga igreja, devido ao se frenético movimento giratório.
A boneca, então, possui tantas histórias que merece publicações especializadas. Na Grécia, por exemplo, um morto não deveria ser enterrado sem a companhia da família, esta então passou a ser simbolizada por bonecos. Outros povos, por exemplo, utilizavam a boneca pendura no pescoço de grávida, pois, isto permitiria informações sobre o sexo da criança. Com o tempo, foi perdendo seus valores sagrados, e passou a ser usada como enfeite até que, finalmente, se transformou em brinquedo.
Na idade Média, os brinquedos e as brincadeiras eram praticados por adultos e crianças, consideradas na época adultos em miniatura. Só a partir do século XVIII, com as transformações da sociedade a criança passa a desempenhar o seu devido papel no meio social. Surge o faz de conta, que aliado ao fato de as crianças poderem transformar objetos em outras coisas afastando-os de sua função original faz o brinquedo evoluir no sentido a atender suas novas necessidades.
Eis aqui alguns exemplos desses brinquedos e brincadeiras.
Amarelinha | A amarelinha é jogada nos estados Unidos, Rússia, China e Birmânia. O traçado do jogo tem semelhança com os templos antigos. Marelle para os franceses, academia para os portugueses, jogos de odre para os romanos e rayuella para os espanhóis, no Brasil ela recebe outros nomes como maré, pé-pé, sapata e avião. Consta de um desenho no chão, de quadrados seguidos, tendo as palavras céu e inferno em lados oposto e o objetivo e sair do inferno e chegar ao céu sem desrespeitar as regras (errar o pulo ou pisar nas linhas). |
Bola
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É um objeto, geralmente esférico, para ser atirado, batido, chutado, empurrado, carregado, rolado ou arremessado, dependendo do jogo em que está sendo usado. |
As bolas podem ser duras ou macias, ou cheias de ar. Mais de trinta esportes importantes são jogados com a bola. Entre eles estão: futebol, basquete, bolinha de gude1, bocha2 e boliche. A bola surgiu provavelmente, nos tempos primitivos, quando as crianças usavam seixos e outros objetos da natureza, redondos, como brinquedo. Através dos anos, as bolas foram recheadas com crina animal, cortiça, borracha, fios têxteis e barbante. A maioria das bolas é esférica. Algumas exceções são as bolas de futebol americano, de rúgbi e de boliche de campo. Inicialmente as bolas, em cada esporte, Não tinham uma forma ou um tamanho padronizado; quando os esportes se organizaram, foram adotadas bolas de formas e tamanhos uniformes.
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1 Bola de gude É um jogo infantil no qual são utilizadas bolinhas de muitas cores. É um jogo muito antigo. As crianças egípcias e romanas já brincavam com as bolas de gude antes do nascimento de Cristo. A maneira como se joga no Brasil é uma variante do jogo português de berlinde. Além do nome mais comum de gude, o jogo recebeu as denominações locais de: bilosca, birosca, biroca, bolita, burrica, bulica, buraco, ximbra. Não se sabe de que jogo se originou. Através da história o homem tem feito bolinhas de gude de todos os tipos de material. As mais antigas que se conhecem, eram feitas de pedra, de argila, de castanhas silvestres, de madeira polida e de um ossinho do pé de carneiro. Bolinhas de argila foram encontradas em cavernas pré-históricas da Europa, e em túmulos de faraós egípcios e índio americano. 2 Bocha Jogo praticado por duas equipes, através de uma série de bolas, que são jogadas dentro de um retângulo rodeado de tábuas. Cada equipe tem direito de lançar determinado números de bolas procurando colocá-las mais próximas de uma bola neutra (o bolim). De origem italiana, o primeiro campeonato de bocha foi em Gênova em 1951. Logo depois se expandiu em outros países europeus e logo após nas Américas, tornando-se um esporte popular e um pouco conhecido, sendo praticado também com a bola.
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Cama de gato | Brincadeira que consiste em fazer figuras com um barbante entrelaçado entre os dedos da mão. É uma brincadeira antiga praticada no mundo inteiro. Independente de localização, nativos de Nova Zelândia ou tribos africanas, todos os povos criaram figuras idênticas. |
Cata-Vento |
Em alguns lugares é também conhecido com papa-vento. Feito de cartolina ou papel enrolado é um instrumento em forma de dobras, parece simples, mas, há pessoas que encontram dificuldade em fazê-lo. |
Diabolô | É um brinquedo constituído por duas estruturas em cone, unidas nas extremidades mais finas, semelhante a uma ampulheta, além de outra peça independente com duas varetas presas por um cordão. O objetivo e tirar o diabolô do chão equilibrando-o no ar através do cordão, e segurando as duas varetas fazer malabarismos com o brinquedo.
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PETECA |
Brinquedo inventado no Brasil, pelos índios, bem antes da chegada dos portugueses. É feita de penas e palha de milho, um jogo que diverte as pessoas, educando-as, e dando maior equilíbrio.
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Perna de Pau |
São duas varas longas com apoio para os pés e que mesmo antes de se tornarem brinquedos eram utilizadas para diversos fins como. Um texto do século 14 fala do seu uso para atravessar áreas alagadas. Há registro, também de pastores que utilizavam essas altas pernas para transpor moitas e atravessar rios e pântanos durante a vigia do rebanho. Elas eram usadas nas antigas comemorações de carnaval europeu, e corridas de touro, na Espanha, em fins do século XIX.
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Pião | Objeto de madeira tendo na sua extremidade superior um pequeno suporte para se prender a fieira e na inferior um prego. O pião tem outros nomes como finca, ferro, carrapeta, pinhão. É um jogo muito antigo em que o importante é fazê-lo girar próximo a uma marca feita no chão. É um jogo que requer perícia e é um bom exercício para corpo e mente. |
PIPA PAPAGAIO PANDORGA QUADRADO | Brinquedo que consiste em um pedaço de papel colocado sobre uma armação de taquara, vareta ou de madeira leve e que os meninos soltam ao vento, preso a um cordel ou linha grossa. PIPA é uma variedade de papagaio de papel. Elas podem ser planas ou curvas, e até sem varetas – as capuchetas feitas de jornal. Alguns modelos são tradicionais como a arraia,peixinho, lata de óleo, estrela e maranhão, mas as pipas multiformes são insuperáveis em termos de criatividade. Com apenas quatro varetas dispostas duas a duas, vertical e horizontalmente como no jogo da velha é possível criar milhares de formatos diferentes bastando mudar a posição da linha que reveste a armação. |
Jogo das pedrinhas,Cinco marias, CHINCHA.
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Brincadeira de arremessar pequenos objetos, pegando-os antes que cheguem ao chão, é muito antiga e foi conhecida dos povos gregos e romanos. Antigamente, havia cantigas que acompanhavam essas partidas, mas aos poucos, essa tradição se perdeu. Podem ser usadas pedrinhas ou saquinhos de panos cheios de areia ou arroz mais fáceis de serem manuseados. No Brasil era comum a criança os levarem para a escola para se divertirem durante o recreio. O jogo consiste em cumprir seqüência de jogadas em primeiro lugar. Durante a partida quem esbarrar ns outras pedras ou errar, passa a vez ao jogador seguinte. |